Rádio-223 + cabozantinibe não melhora desfechos ósseos no câncer renal metastático com metástases ósseas
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Apresentado por Rana R. McKay na ASCO 2026, o estudo RADICAL (Alliance A031801) avaliou a adição de rádio-223 ao cabozantinibe em pacientes com carcinoma de células renais metastático e metástases ósseas. O estudo randomizado de fase 2 incluiu 98 pacientes, comparando rádio-223 mais cabozantinibe versus cabozantinibe isolado. A maioria dos pacientes já havia recebido tratamento sistêmico prévio, e 60,2% haviam recebido anti-PD-1 ou anti-PD-L1. O desfecho primário foi sobrevida livre de eventos esqueléticos sintomáticos.

O estudo foi interrompido por futilidade. Na população total, a mediana de sobrevida livre de eventos esqueléticos sintomáticos foi de 16,7 meses com a combinação versus 17,6 meses com cabozantinibe isolado, com HR 1,46. Também não houve ganho em sobrevida livre de progressão ou taxa de resposta objetiva. A sobrevida global foi numericamente maior com a combinação, mas sem diferença estatisticamente significante.

Na prática, o RADICAL é um estudo negativo e não muda a conduta: cabozantinibe isolado permanece uma opção padrão nesse cenário. A combinação foi viável e com toxicidade manejável, mas sem benefício clínico suficiente para justificar seu uso fora de pesquisa clínica.
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