Carregando...
Cobertura de Congressos > Asco 2026 > Cancer de Testiculo > SWOG S1823: miR371 tem alta especificidade, mas utilidade clínica ainda precisa ser definida no câncer de testículo inicial

SWOG S1823: miR371 tem alta especificidade, mas utilidade clínica ainda precisa ser definida no câncer de testículo inicial

Data da publicação

Junho 2026

Evento: 

2026 ASCO Annual Meeting

teste

Apresentado por Lucia Nappi, este estudo trouxe a primeira análise interina do SWOG S1823/GCC.1, avaliando o desempenho do microRNA 371a-3p (miR371) na detecção de doença ativa em pacientes com câncer de testículo em estágio inicial.

O estudo incluiu pacientes após orquiectomia, estratificados conforme risco de recidiva. O desfecho primário foi avaliar as características operacionais do miR371 no momento do diagnóstico clínico de recidiva em pacientes com doença estádio I ou IIA em vigilância ativa. Esta análise interina foi planejada após os primeiros eventos de recidiva. Foram incluídos 964 pacientes no total, sendo que 630 foram incluídos na coorte de vigilância ativa e 240 compuseram essa análise interina. 

Na análise apresentada, foram avaliados 69 casos de recidiva e 155 controles. Entre os casos, 48% tinham seminoma e 52% tumores não seminomatosos; 70% eram de baixo risco e 30% de risco moderado. A taxa global de recidiva no estudo foi de 14,63%, com tempo mediano até recidiva de 5,8 meses.

O miR371 apresentou especificidade de 94% e valor preditivo negativo de 90% para detecção de recidiva. A sensibilidade e o valor preditivo positivo foram maiores em doença mais avançada, reforçando a associação entre expressão de miR371 e carga tumoral. Na avaliação basal, entre pacientes que posteriormente recidivaram, o miR371 positivo pós-orquiectomia se associou a pior sobrevida livre de recidiva, com HR 9,9 e p<0,001.

Na prática, o SWOG S1823/GCC.1 confirma que o miR371 é um biomarcador promissor no seguimento de tumores germinativos, especialmente pela alta especificidade e pelo alto valor preditivo negativo. Ainda assim, a sensibilidade limitada em doença de menor volume e o desenho interino, caso-controle, impedem sua incorporação imediata como substituto de imagem ou marcadores séricos tradicionais. A utilidade clínica dependerá da análise longitudinal da coorte completa e de estudos que definam como integrar o miR371 à vigilância.