KEYNOTE-564: ctDNA identifica maior risco, mas ainda não seleciona quem deve receber pembrolizumabe adjuvante
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Apresentada por Toni K. Choueiri, na ASCO 2026, esta análise do KEYNOTE-564 avaliou o papel do DNA tumoral circulante (ctDNA) em pacientes com carcinoma de células renais tratados com pembrolizumabe adjuvante ou placebo após cirurgia. A análise incluiu 736 pacientes avaliáveis para ctDNA no baseline e 641 pacientes avaliáveis para mudança do ctDNA no ciclo 5, dia 1.
A positividade do ctDNA no baseline foi baixa: 5,4% com o ensaio de 16 variantes e 8,2% com o ensaio de 64 variantes. Apesar disso, quando positivo, o ctDNA foi associado a pior sobrevida livre de doença tanto no braço pembrolizumabe quanto no braço placebo. A especificidade para recorrência foi alta, entre 96% e 99%, mas a sensibilidade foi muito baixa, entre 10% e 15%.
O pembrolizumabe manteve benefício em sobrevida livre de doença independentemente do status basal do ctDNA. Entre os pacientes com ctDNA positivo, a sobrevida livre de doença em 24 meses foi melhor com pembrolizumabe do que com placebo, tanto no ensaio de 64 variantes (38,8% versus 18,3%) quanto no de 16 variantes (28,6% versus 5,3%). O clearance do ctDNA no ciclo 5, dia 1 também foi mais frequente com pembrolizumabe: 60,0% versus 21,4% no ensaio de 16 variantes e 55,6% versus 36,0% no de 64 variantes.

Na prática, o estudo reforça que ctDNA positivo após cirurgia identifica uma população de maior risco, mas a baixa taxa de positividade limita seu uso como ferramenta de seleção no câncer renal ressecado de alto risco. Esses dados ainda não sustentam o uso rotineiro da tecnologia atual de ctDNA baseada em exoma para decidir quem deve receber pembrolizumabe adjuvante.
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